O uso de tecnologias no ambiente corporativo é de extrema importância para o desenvolvimento interno de uma empresa, porém, também é preciso falar sobre como o uso da tecnologia interfere nas relações interpessoais de uma organização. 

Sabemos que, no cenário da pandemia, houve um aumento de funcionários em home-office e um desenvolvimento da digitalização dos negócios, o que permitiu a “aproximação” dos funcionários em um período de isolamento. Porém, em um cenário pós-pandemia, teriam esses mesmos processos gerado um afastamento das relações interpessoais de uma empresa?

Uma rotina que permite o contato entre colaboradores, troca de ideias, um almoço descontraído juntos… para muitos, é parte imprescindível do sucesso de um negócio. Não é à toa que diversas empresas estão investindo em locais de convivência e lazer para seus funcionários, gerando uma boa comunicação e maior motivação e criatividade para trabalhar.

Uma entrevista da revista Valor Econômico com a psiquiatra Tânia Corrêa revelou que, durante a pandemia, os colaboradores em home-office apresentaram maior sofrimento emocional do que os que atuaram na linha de frente: “As pessoas na linha de frente estavam cansadas, mas estar juntos com outros colegas na mesma situação as ajudava”, citou a médica. 

Desta forma, no cenário atual, questiona-se até que ponto a tecnologia é uma facilitadora da comunicação entre pessoas e colaboradores de uma organização. Qual sua opinião? 

 

Fonte: Biblioteca Virtual da FAPESP.